segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Diferentes olhares sobre a Educação Infantil

Com o objetivo de ampliar as diferentes compreensões acerca do tempo e espaço na Educação Infantil, dar visibilidade às ações de desenvolvimento na primeira infância e fortalecer a comunicação e parceria entre escola e comunidade, a equipe da Creche Raul Cortez, neste período ampliou os laços com os responsáveis convidando-os a participarem de atividades atinentes ao tema proposto pela SME para a Semana da Educação Infantil.

Grupamento Berçário - Turmas 50 e 51
No Berçário da Creche Raul Cortez crianças e responsáveis fazem arte...











Grupamento Maternal I - Turmas 40 e 41
A Creche Raul Cortez tem gostinho de...



                                    
                                        





Grupamento Maternal I - Turmas 42 e 43
A Creche Raul Cortez através das lentes das turmas 42 e 43










*Fotos tiradas pelos responsáveis
Grupamento Maternal II - Turmas 30 e 31
Como vejo a Creche Raul Cortez e o que ela significa para mim...

*Documentário produzido pelas educadoras com a participação de responsáveis, alunos e funcionários






 
* Participação dos responsáveis no lançamento do documentário
Fazendo Arte com Tecido
Oficina ministrada pela Diretora Adjunta professora Nilza Cerquize aos responsáveis





 

 




Participação da equipe e dos responsáveis na Culminância promovida pela E/SUBE/9ªCRE/GED





 



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Semana da Educação Infantil


                A “Semana da Educação Infantil do Município do Rio de Janeiro”, instituída pelo decreto municipal nº 35028, lei estadual  nº 6149  a lei federal nº 12.602 de 03 de abril de 2012, deverá ser um marco no calendário e nas ações de promoção e valorização da Educação Infantil no município do Rio de Janeiro. 

           

       A Gerência de Educação Infantil, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, entendendo que a educação infantil é um tempo e espaço privilegiado para o desenvolvimento global da criança, deseja implementar ações específicas para o fortalecimento de políticas publicas relacionadas à infância. 

 Assim, a Semana da Educação Infantil do Município do Rio de Janeiro deverá privilegiar a integração entre a instituição educativa e a comunidade, tendo como premissa os diferentes olhares dos sujeitos envolvidos no cotidiano e a valorização da primeira infância na constituição do sujeito. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Parabéns para nossa querida creche !!!

Com amor
escrevemos
este versinho ...
nossa creche
homenageamos
neste dia com carinho


Aqui soRrimos
aprendemos
juntos
lado a lado


Com alegria
hoje
queremos
eternizar nossa gratidão
e aproveitar para
dizer que te amamos de montão !!!!!









segunda-feira, 16 de julho de 2012

3ª Jornada Pedagógica


O MENINO E EU: CONSIDERAÇÕES SOBRE A BRINCADEIRA
O poema, sem data de publicação, trazido na epígrafe deste texto, eu o escrevi em 2007 no dia em que nasceu meu sobrinho. Muitos etnógrafos que trabalham com crianças têm privilegiado a observação de filhos, sobrinhos, parentes – pessoas próximas em cujo universo já estão inseridos. Essa definição por um campo que não requer um minucioso planejamento e cuidadosa inserção favorece o aparecimento, desde logo, de condutas as quais um pesquisador só teria acesso após um longo tempo de trabalho. No entanto, observar o que está demasiado próximo é deveras difícil e requer um rigor ainda maior e um cuidado profundo na interpretação de conteúdos nos quais o pesquisador está diretamente envolvido enquanto pai,mãe, familiar. Tais papéis e as relações neles implicadas atravessam a tarefa da pesquisa,inevitavelmente.


                               
O trabalho etnográfico traz ao pesquisador o desafio de colocar-se na perspectiva do outro, de calçar seus sapatos, de olhar por seus olhos. Tal desafio já é em si mesmo portentoso quando nos propomos, sendo adultos, a habitar e compreender o universo das crianças. A colocarmo-nos em sua perspectiva e, para tanto, sermos aceitos como um de seus pares. Assumir a mirada dos próprios filhos e parentes, conhecer, habitar seus lugares,entretanto, não sei se é possível. O que pretendo aqui é menos, muito menos que isso.
Por vício de ofício e por amor à escrita fui registrando alguns dos episódios que presenciei ou vivenciei com meu sobrinho. Essa escrita, produzida para consumo íntimo, não pretendia vir a público. Entretanto, na medida em que nos preparávamos para entrada em campo em uma pesquisa sobre a brincadeira com crianças de 0-6 anos, desta caderneta pessoal começou a emergir o texto e as imagens que ilustravam minhas falas no contexto de grupos de estudo e salas de aula. Assistir aos primeiros jogos imaginários de meu sobrinho e acompanhar sua evolução passou então da condição de registro íntimo de afeto à provocação intelectual que obrigava a repensar a brincadeira e o jogo imaginário.
O tema nos levou a descortinar velhos textos em novas traduções na tentativa de uma aproximação maior das idéias de Vigotski sobre a brincadeira e a imaginação. Nesse sentido, muito devemos à cuidadosa tradução de Zoia Prestes que tem permitido a depuração de conceitos fundamentais na obra de Vigotski que, por erros de tradução e censura ideológica chegaram a nós bastante distorcidos de seu sentido original.
A observação privilegiada e as descrições de situações de brincadeira vivenciadas com meu sobrinho entre seus dois e três anos serviram a nosso grupo de pesquisa como um estudo exploratório e emprestou cor e movimento aos constructos teóricos e é nessa condição que eles aparecem aqui. Como uma preparação do nosso olhar antes da entrada em campo. Tão somente. Mas isso, definitivamente, não é pouco.